Inquéritos ao MAI. PGR garante estar a trabalhar "para que tudo seja rápido"

Inquéritos ao MAI. PGR garante estar a trabalhar "para que tudo seja rápido"

O procurador-geral da República diz que "a Justiça está a trabalhar para que tudo seja rápido" nos inquéritos ao ministro da Administração Interna.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Nuno Veiga - Lusa

“Estamos a trabalhar para que seja rápido”, disse Amadeu Guerra em declarações aos jornalistas, esta terça-feira, à margem da inauguração do novo Palácio da Justiça da Comarca, em Beja.

Amadeu Guerra diz que está à espera de uma das diligências que foram solicitadas e não estabelece prazos para o fim dos inquéritos.

O Ministério Público tem três inquéritos abertos relacionados com as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Há ainda um processo no Tribunal de Contas e uma investigação de natureza administrativa sobre casos que envolvem Luís Neves.
Jornal da Tarde | 15 de setembro de 2026Amadeu Guerra foi ainda questionado sobre outro caso que envolve agora o atual diretor da Polícia Judiciária por falsas declarações em tribunal e abuso de poder. O procurador desvaloriza e diz que é “um inquérito como outro qualquer”.


O ministro da Administração Interna está a ser alvo de diversas polémicas que se arrastam há vários meses, e envolvem sobretudo a sua anterior gestão à frente da Polícia Judiciária, contratos públicos, obras na sua propriedade e uso de bens apreendidos em operações criminais.


Em julho soube-se que um atrelado apreendido pela PJ numa operação antidroga estava nos armazéns da empresa do empreiteiro da empresa ConstruBarcelos – a mesma empresa contratada por Luís Neves para remodelar uma casa de família em Odemira. A mesma empresa tinha celebrado vários contratos com a Polícia Judiciária entre 2019/2020 e 2025, enquanto Neves era diretor nacional da PJ.

As obras na casa em Odemira incluíram a construção de uma piscina (inicialmente referida como “tanque”), em zona protegida, levantando questões de licenciamento e enquadramento fiscal.

Mais recentemente foi também revelado que Luís Neves continua a usar, em regime de comodato, uma viatura apreendida pela PJ numa operação ligada ao tráfico de droga.

O Chega transformou estas controvérsias num caso político nacional, anunciando uma moção de censura ao Governo, que foi chumbada.
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